Ciência e Saúde

Ministro da Saúde defende maiores investimentos para vacinas contra sarampo nos primeiros dias de vida da criança

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, defende maiores investimentos na produção de vacinas que possam ser aplicadas nos primeiros dias de vida do bebê. A afirmação foi feita na manhã desta terça-feira (22), durante a 20ª Reunião Geral Anual da Rede de Produtores de Vacinas dos Países em Desenvolvimento (DCVMN, na sigla em inglês), no Leblon, Rio de Janeiro.

"Precisamos de mais pesquisas. Temos que fazer mais vacinas para usarmos no período que chamamos de 'dias dourados', quando as crianças nascem. Ainda não é assim, mas temos que melhorar nesse sentido para alcançarmos nossas metas".

O encontro teve a participação da diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Carissa Etienne, além de representantes da Organização Mundial da Saúde, da Unicef e da Fundação Bill & Melinda Gates.

No evento, o ministro mencionou que, por conta da idade, pais mais jovens não conheceram os efeitos negativos provocados pela não vacinação no passado. Segundo ele, este seria o motivo pelo qual alguns deles se recusam a vacinar os filhos.

"Os pais de agora têm entre 20 e 30 anos. Eles não viram o que aconteceu no passado, quando as pessoas não se vacinavam. Por isso, muitos não sabem o que falam. Estou com 57 anos e tenho amigos que tiveram poliomielite na infância, entre 1964, 1965 e 1966. Quando tiveram acesso às vacinas aqui no Brasil, os pais daquela geração saíram de todas as partes deste país, trazendo suas crianças para serem vacinadas. Hoje, essas pessoas são avôs e avós e são elas que deveriam falar sobre como é dramático perder seus filhos para o sarampo ou qualquer outra doença".

Mandetta criticou as pessoas que divulgam notícias falsas sobre os efeitos colaterais negativos e ineficiência das vacinas.

"Por que o sarampo causa tanto estrago ao redor do mundo? Se é verdade que a ciência traz luz e conhecimento à vida, por que 'fake news' são tão poderosas e colocam nossas crianças no caminho da morte? Quem é o responsável por isso? Quando alguém diz algo sem qualquer suporte científico, seja por razões religiosas ou qualquer razão que esteja por trás disso, não são responsabilizadas por nada. Comunicação é uma coisa sobre a qual temos que pensar – vacinas são uma questão de confiança. Os pais precisam ter confiança".

Ele disse, ainda, que a existência de um sistema de atenção primária universalizado depende, antes de qualquer outra coisa, de uma cobertura total de vacinação.

"Vejo a Organização Mundial de Saúde fazer um grande esforço para a cobertura universal de saúde – e isso é importante. Mas como podemos falar de cobertura universal de saúde sem mencionar a cobertura universal de vacinação para todos os seres humanos neste planeta? Vamos começar com isso. Esse seria um primeiro passo muito importante".

A verdade sobre o abuso de drogas na Antiguidade, revelada pela ciência

As referências ao consumo de drogas na Antiguidade são escassas e isoladas. Quando aparecem, as drogas são mencionadas quase por acaso — e se concentram em aspectos medicinais e religiosos, deixando de lado qualquer alusão ao uso recreativo.

Há, no entanto, um comércio internacional de drogas desde 1000 a.C., e a arqueologia se juntou à ciência para desvendar a verdade que parece ter sido cuidadosamente ocultada por escritores antigos e seus subsequentes tradutores.

Havia várias maneiras de alterar a realidade nas civilizações antigas do mundo Mediterrâneo, mas duas drogas dominavam: o ópio e a maconha.

Uma pesquisa minuciosa, realizada nas últimas duas décadas, começou a revelar padrões no uso dessas drogas — até então desconhecidos inclusive pelos historiadores clássicos do século 20.

 

Aparecimento do ópio

 

Uma das primeiras pistas que os povos antigos consideravam a papoula muito mais do que uma planta bonita vem do seu uso frequente em estátuas e gravuras.

 
Escultura feminina descoberta na ilha de Creta, chamada de 'a deusa da papoula', devido aos ornamentos na cabeça — acredita-se se tratar de uma deusa minoica — Foto: BBCEscultura feminina descoberta na ilha de Creta, chamada de 'a deusa da papoula', devido aos ornamentos na cabeça — acredita-se se tratar de uma deusa minoica — Foto: BBC

Escultura feminina descoberta na ilha de Creta, chamada de 'a deusa da papoula', devido aos ornamentos na cabeça — acredita-se se tratar de uma deusa minoica — Foto: BBC

 

Os arqueólogos descobriram que, já em 1600 a.C., eram fabricados pequenos frascos na forma de "cápsulas" de papoula, a esfera volumosa que fica sob as pétalas da flor que produz o ópio. O formato dessas cápsulas artificiais tornava razoável supor para que eram usadas, mas até recentemente era impossível ter certeza.

Em 2018, a revista científica Science divulgou que o uso de novas técnicas para analisar os resíduos das cápsulas encontradas em escavações revelou que o material de origem vegetal continha não apenas ópio — mas, às vezes, outras substâncias psicoativas.

Esses frascos e cápsulas foram encontrados em toda região do Levante, do Egito e Oriente Médio. A uniformidade dos recipientes sugere que faziam parte de um sistema organizado de fabricação e distribuição.

 

A planta feliz

 

Mesmo antes, o ópio era cultivado na Mesopotâmia. Alguns pesquisadores não duvidam que os assírios estavam cientes das propriedades da planta.

De fato, o nome assírio da papoula pode ser lido (dependendo de como as tabuletas cuneiformes que a mencionam são interpretadas) como Hul Gil, que significa 'planta feliz'.

Também foram encontrados jarros contendo resíduos de ópio nas tumbas egípcias, o que não é surpreendente, uma vez que a papoula foi amplamente cultivada no Egito.

Na era clássica, o extrato da planta era conhecido como 'Opium Thebiacum', proveniente da cidade do Egito à qual os gregos deram o nome de Tebas. Outra versão era chamada de 'Opium Cyrenaicum', uma variação ligeiramente diferente da planta, cultivada mais a oeste, na Líbia.

 

'Poções sutis e excelentes'

 

Há uma passagem muito sugestiva na Odisseia, de Homero, em que Helena de Troia mistura uma droga no vinho que afasta as memórias tristes, a dor e a raiva. "Quem a tomava, naquele dia seria incapaz de derramar lágrimas, mesmo que lhe morresse o pai ou a mãe, mesmo que lhe matassem um irmão ou um filho diante de seus próprios olhos."

Helena, disse Homero, tinha essas "poções sutis e excelentes" pois havia ganhado de Polidamna, esposa de Tom, uma mulher proveniente do Egito, "cuja terra, fértil em trigo, produzia inúmeras drogas, muitas, quando misturadas, eficazes para a cura e muitas para a morte."

O nome Tom é significativo, uma vez que os egípcios acreditavam que o deus chamado Thoth havia ensinado à humanidade o uso do ópio, de acordo com Galeno, filósofo e médico da Grécia Antiga.

 

Sonho eterno

 

Já Dioscórides — médico, farmacêutico e botânico da antiga Grécia, autor do livro De Materia Medica (uma enciclopédia da fitoterapia) — descreveu a técnica de colheita:

"Aqueles que produzem ópio devem esperar até o orvalho secar para cortar levemente com uma faca ao redor da parte superior da planta. E tomar cuidado para não cortar o interior."

 
O termo 'ópio' deriva do grego 'oppion', que significa 'suco', uma referência ao látex que sai quando se corta a papoula — Foto: Getty Images/BBCO termo 'ópio' deriva do grego 'oppion', que significa 'suco', uma referência ao látex que sai quando se corta a papoula — Foto: Getty Images/BBC

O termo 'ópio' deriva do grego 'oppion', que significa 'suco', uma referência ao látex que sai quando se corta a papoula — Foto: Getty Images/BBC

"Na parte externa da cápsula, faça um corte para baixo. Quando o líquido sair, use o dedo para colocá-lo em uma colher. Ao retornar mais tarde, é possível colher mais resíduos após engrossar e ainda mais no dia seguinte."

Dioscórides também alerta sobre a overdose. "Mata", diz ele sem rodeios.

Na verdade, muitos romanos compravam ópio exatamente por esse motivo. O suicídio não era pecado no mundo romano, e muitas pessoas que sofriam com doenças e a velhice optavam por tirar a própria vida com uma onda suave de ópio.

Não é muito provável que seja coincidência que as divindades gregas Hipnos — deus do sono — e Tânatos — seu irmão gêmeo, o deus da morte sem violência — sejam representadas com coroas ou ramos de papoulas.

 
Observe o que Hipnos, deus do sono, tem na mão — Foto: Birmingham Museum of Art/BBCObserve o que Hipnos, deus do sono, tem na mão — Foto: Birmingham Museum of Art/BBC

Observe o que Hipnos, deus do sono, tem na mão — Foto: Birmingham Museum of Art/BBC

O ópio era um sonífero comum, ao mesmo tempo em que o filósofo grego Teofrasto dizia: "do sumo da papoula e da cicuta vem a morte fácil e indolor".

 

Em tablete

 

Os romanos tomavam uma espécie de vinho à base de ópio para combater a insônia e 'mêkonion', uma bebida de folhas de papoula, que era menos potente.

O ópio podia ser comprado na forma de pequenos tabletes em postos especializados na maioria dos mercados. Na cidade de Roma, Galeno recomendava um varejista localizado a poucos passos da Via Sacra, perto do Fórum Romano.

Na próspera Cápua, os vendedores de drogas ocupavam uma área conhecida como Seplasia — mais tarde, "seplasia" se tornou um termo genérico para drogas, perfumes e cremes que alteravam a mente.

Cícero, filósofo romano, faz uma referência irônica a esse fato ao comentar sobre dois dignatários: "Eles não mostraram a moderação geralmente consistente com nossos cônsules... seu andar e comportamento eram dignos da Seplasia".

 

Fábricas de drogas

 

A cannabis tem uma história ainda mais antiga que o ópio. Chegou à Europa antes mesmo de começarem seus primeiros registros, junto com o misterioso povo Yamna, proveniente da Ásia Central. No norte e centro da Europa, a planta está presente há mais de 5 mil anos.

Sem dúvida, era apreciada por seu uso na fabricação de cordas e tecidos — mas foram encontrados braseiros contendo cannabis carbonizada, o que mostra que aspectos menos práticos da planta também foram explorados.

 
Uma planta com múltiplos usos e uma longa história. — Foto: Getty Images/BBCUma planta com múltiplos usos e uma longa história. — Foto: Getty Images/BBC

Uma planta com múltiplos usos e uma longa história. — Foto: Getty Images/BBC

Sabe-se que os chineses cultivavam uma cannabis significativamente mais forte que a planta selvagem há pelo menos 2,5 mil anos — e tanto o produto quanto o conhecimento de como produzi-lo teriam percorrido a Rota da Seda.

Na cidade de Ebla, localizada onde hoje é a Síria, os arqueólogos descobriram o que parece ter sido uma grande cozinha não muito longe do palácio da cidade, com oito fogões e panelas com capacidade para até 70 litros.

Mas não havia vestígios de restos de comida, como costuma acontecer em cozinhas antigas.

A análise dos recipientes encontrados deixa poucas dúvidas de que o local era utilizado apenas para a fabricação de produtos farmacêuticos psicotrópicos.

 
Ebla foi um dos primeiros reinos da Síria, estabelecido pela primeira vez por volta de 3.500 a.C. — Foto: Marina Milella/Decarch/BBCEbla foi um dos primeiros reinos da Síria, estabelecido pela primeira vez por volta de 3.500 a.C. — Foto: Marina Milella/Decarch/BBC

Ebla foi um dos primeiros reinos da Síria, estabelecido pela primeira vez por volta de 3.500 a.C. — Foto: Marina Milella/Decarch/BBC

Em outras palavras, o mundo antigo possuía fábricas de drogas em larga escala há 3 mil anos.

 

Algumas menções

 

Dioscórides estava familiarizado com a maconha e relatou que o uso excessivo tendia a sabotar a vida sexual do usuário, a ponto de recomendar o uso da droga para reduzir o desejo sexual em indivíduos ou em situações em que esses impulsos poderiam ser considerados inadequados.

O filósofo romano Plínio, o Velho, também fala sobre a "erva do riso", que ele diz ser "intoxicante" quando adicionada ao vinho, ao enumerar as propriedades de muitas plantas em seu livro História Natural.

Galeno descreve, por sua vez, como a maconha era usada em reuniões sociais para ajudar a trazer "alegria e riso".

Meio milênio antes, o historiador grego Heródoto havia escrito sobre algo semelhante.

 

Por que não aparecem nos textos?

 

Parece que os citas, que viviam perto do Mar Negro, combinavam negócios com prazer.

 
A 'erva do riso' levava alegria, mas, ao que tudo indica, também prejudicava a vida sexual se usada em excesso — Foto: Getty Images/BBCA 'erva do riso' levava alegria, mas, ao que tudo indica, também prejudicava a vida sexual se usada em excesso — Foto: Getty Images/BBC

A 'erva do riso' levava alegria, mas, ao que tudo indica, também prejudicava a vida sexual se usada em excesso — Foto: Getty Images/BBC

Heródoto, que foi um antropólogo extraordinariamente competente, assim como o primeiro historiador do mundo, comenta que eles faziam roupas de cânhamo tão finas que era impossível diferenciá-las das feitas com linho.

"Depois, os citas pegam as sementes de cannabis e jogam sobre pedras quentes, onde [queimam] e levantam fumaça", escreveu Heródoto.

"Armam uma tenda e ficam embaixo dela, enquanto a fumaça emergia tão densamente que nenhum banho de vapor grego seria capaz de produzir mais. Os citas uivavam de alegria em seu banho de vapor".

Essa é uma típica passagem sobre o uso de drogas no mundo antigo.

Heródoto era realmente tão ingênuo que não reconheceu a influência da droga? Ou seria um tabu discutir sobre o tema — no mundo clássico ou nos mosteiros, onde os textos antigos eram copiados e preservados?

Parece estranho que, embora as descobertas arqueológicas sugiram que o uso recreativo de drogas estava longe de ser incomum na Antiguidade, as referências a essa prática tendam a ser escassas em número e conteúdo.

 

É difícil de encontrar, inclusive, referências ao uso medicinal da cannabis em textos antigos.

Mas agora os arqueólogos sabem o que procurar.

Por exemplo, uma tumba romana do século 4 d.C. de uma menina de 14 anos que morreu ao dar à luz foi encontrada na década 1990, perto da cidade de Beit Shemesh (próximo a Jerusalém).

Acreditava-se que uma substância achada na área abdominal do esqueleto fosse incenso, até que análises científicas revelaram se tratar de tetra-hidrocanabinol (THC), um componente da cannabis. Parece provável que a droga tenha sido usada para aliviar a dor do parto e, finalmente, para ajudá-la a morrer.

Quando se trata de drogas no mundo antigo, precisamos ler nas entrelinhas, como é o caso de grande parte da história.

 

Outras seis maneiras como os povos antigos alteravam a realidade

 

Cravagem ou Esporão do centeio

Conhecido desde o ano 600 a.C., não era consumido voluntariamente. O fungo era comum no centeio e, às vezes, encontrado em outros cereais. Causava delírio, alucinações e, frequentemente, a morte.

Lótus azul

Foi imortalizada no livro Odisseia, de Homero, em que Ulisses deve levar sua tripulação à "terra dos comedores de lótus". O alcaloide psicoativo da flor de lótus azul causa leve euforia e tranquilidade, combinadas com um aumento da libido.

Mel

O mel das flores de rododendro contém neurotoxinas que causam alteração da consciência, delírio e náuseas. Era consumido recreativamente na antiga Anatólia e ocasionalmente por apicultores descuidados em outros lugares.

Meimendro-negro

Plínio descreveu os efeitos desta planta como semelhante à embriaguez, quando inalada como fumaça ou ingerida. Em geral, era usada como parte de um coquetel alucinógeno para fins mágicos ou medicinais.

Beladona

Poetas como Ovídio indicam que as bruxas usavam beladona em feitiços e poções. Embora o resultado mais comum após o consumo seja a morte, doses cuidadosamente calculadas podem provocar alucinações que duram dias.

Da linhaça ao chocolate, cinco alimentos que são benéficos para a saúde da mulher

Em homenagem ao Outubro Rosa, época de conscientização da prevenção do câncer de mama, no artigo de hoje, sugiro alguns alimentos que proporcionam benefícios para a saúde da mulher. Confira:

 
Chocolate

O doce pode ser incluído, até diariamente, na alimentação balanceada de uma mulher saudável – desde que seja a versão com 70%, ou mais, de cacau na composição. Os polifenóis presentes no cacau estão relacionados à diminuição do risco de doenças cardiovasculares e cânceres. 

Além de delicioso, o chocolate também ajuda a diminuir a ansiedade. Converse com seu nutricionista para saber qual a quantidade mais adequada para você.

Linhaça

Alimento que traz inúmeros benefícios para a saúde, e muitas vezes é subestimado. A linhaça é a melhor fonte de ômega-3, um potente anti-inflamatório. Ajuda a controlar os sintomas da TPM e diminuir os da menopausa, além de ser uma ótima opção para esportistas melhorarem a recuperação pós-treino. 

Fernando Gomes / Agência RBS
Linhaça é a melhor fonte de ômega-3, um potente anti-inflamatório Fernando Gomes / Agência RBS

Também tem efeitos no perfil lipídico, reduzindo o colesterol ruim. Para melhorar a absorção do ômega-3, você deve consumir a linhaça triturada na hora, ou optar pelo óleo. Ao consumir a semente inteira, o corpo absorve menos nutrientes, mas já ajuda o funcionamento do intestino.

Ferro

A maioria das mulheres passa, mensalmente, por aquele período do mês que nem todas gostam muito: a menstruação. Nessa fase do ciclo menstrual, as mulheres perdem um volume significativo de sangue, o que pode aumentar o risco de deficiência de ferro. Isso pode desencadear uma anemia, que é uma condição mais grave de saúde, com sintomas como cansaço crônico, dificuldade de concentração e mucosas esbranquiçadas _ enfermidade que impacta todo o funcionamento do organismo. 

Por isso, devemos garantir a ingestão adequada de ferro na alimentação. Sugiro como fontes seguras desse nutriente as leguminosas, que são os feijões, ervilha, lentilha, grão-de-bico e a soja. As carnes também são fonte de ferro, mas elas são ricas em gordura saturada e, em excesso, podem acarretar prejuízos para a saúde

Folhas verde-escuras

Para as mulheres que estão tentando engravidar, vale apostar no consumo de folhas verde-escuras. São fontes de folato (ácido fólico), substância que garante a formação adequada do tubo neural do feto. A folha verde-escura é também um nutriente essencial para a boa saúde da pele, unhas e cabelos. Além de fibras, que garantem o bom funcionamento do intestino, são fontes de vitaminas e minerais antioxidantes, com alto poder de proteção das células.

Cranberry

Frutinha também conhecida como mirtilo-vermelho ou oxicoco, o cranberry tem um sabor bastante ácido e comumente é utilizado para fazer chás e sucos. É um grande aliado na prevenção e tratamento das infecções urinárias, como a cistite, que acomete muito mais mulheres do que homens. A fruta tem um potencial antioxidante elevadíssimo, ajudando a retardar o envelhecimento da pele, a potencializar o rendimento esportivo, a prevenir alguns tipos de cânceres e também auxilia no tratamento de diabetes do tipo 2.

Lembre-se sempre que uma alimentação colorida, equilibrada, balanceada e variada é uma grande aliada para a boa saúde e que todas as escolhas alimentares que você faz hoje contribuirão para construir o seu futuro. Previna-se!

SAÚDE Teste do pezinho ampliado identifica mais de 360 doenças no recém-nascido

O Distrito Federal é o primeiro a incluir as imunodeficiências primárias (IDPs) na triagem neonatal, também conhecido como Teste do Pezinho Ampliado. A iniciativa pode fazer com que os demais estados do Brasil também incluam esta pesquisa na triagem neonatal. 

“Estamos na torcida para que isso aconteça, pois vai beneficiar muitas pessoas e proporcionar o diagnóstico precoce e o tratamento adequado desde criança, evitando muitas complicações no futuro”, explica Antonio Condino Neto, membro da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI). 

As imunodeficiências primárias são deficiências em algum setor do sistema imunológico de origem genética. As anormalidades incluem infecções de repetição, doenças autoimunes, doenças alérgicas e o câncer.

São mais de 360 doenças diferentes e, por isso, a prevalência varia muito. As mais comuns são aquelas em que há defeitos na produção de anticorpos. Atualmente, cerca de 70% a 90% dos pacientes ainda não estão diagnosticados.

Tratamento 

A triagem neonatal permitirá instituir o tratamento precocemente, necessário para reduzir a elevada morbimortalidade deste grupo de doenças. O acesso à reposição de imunoglobulina por via venosa ou subcutânea regularmente é fundamental. “O tratamento das IDPs envolve diferentes recursos terapêuticos, dentre os quais a reposição de imunoglobulina humana e outros imunobiológicos, o uso de antibióticos preventivos e o transplante de células hematopoiéticas (medula óssea ou cordão umbilical) ”, explica Dr. Condino.

 

Conheça os 10 Sinais de Alerta para Imunodeficiências Primárias em adultos

- Duas ou mais novas otites por ano;

- Duas ou mais novas sinusites no período de um ano, na ausência de alergia;

- Uma pneumonia por ano;

- Diarreia crônica com perda de peso;

- Infecções virais de repetição (resfriados, herpes, verrugas);

- Uso de antibiótico intravenoso de repetição para tratar infecção;

- Abcessos profundos de repetição na pele ou órgãos internos;

- Monilíase persistente ou infecção fúngica na pele ou qualquer lugar,

- Infecção por micobactéria da tuberculose ou atípica,

- História familiar positiva de imunodeficiência.

 

Os 10 Sinais de Alerta para Imunodeficiências Primárias em crianças

- Duas ou mais pneumonias no ano;

- Quatro ou mais otites no último ano;

- Estomatites de repetição ou monilíase por mais de dois meses;

- Abcessos de repetição ou ectima;

- Um episódio de infecção sistêmica grave (meningite, osteoartrite, septicemia);

- Infecções intestinais de repetição/diarreia crônica;

- Asma grave, doença do colágeno ou doença autoimune;

- Efeito adverso ao BCG e/ou infecção por micobactéria

- Fenótipo clínico sugestivo de síndrome associada à imunodeficiência,

- História familiar positiva de imunodeficiência.

Marcos Pontes estima R$ 400 milhões para terminar Sirius e busca 'parcerias' de pesquisa de outros países

O ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, esteve na tarde desta quinta-feira (19) na obra do principal projeto do governo federal de pesquisa científica, o Sirius, em Campinas (SP), e afirmou que estima mais R$ 400 milhões para o término do complexo. A declaração foi dada em um encontro de equipes de ciência, tecnologia e inovação de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, países do chamado Brics.

Após a reunião, o ministro, apesar de descartar investimento financeiro, disse que negocia com os países do bloco para parcerias de cooperação em outras instalações semelhantes de pesquisa, mas não da "categoria do Sirius". Ele reafirmou o interesse de tornar o Brasil um membro do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), na Europa.

"Eu tenho trabalhado para ser um membro associado do Cern, então todas essas cooperações internacionais potencializam o resultado que a gente pode ter. Tudo isso segue um aprendizado grande pros nossos cientistas e quando você fala isso aumenta o potencial de criação e produção no país", disse Pontes.

Maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil, o projeto recebeu até setembro empenho de R$ 75 milhões dos R$ 255,1 milhões previstos para 2019 — 29,4% do total. Do valor, R$ 50 milhões foram pagos ao Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), organização social responsável pelo projeto, e empregados na montagem do terceiro acelerador e nas primeiras linhas de luz.

 

O contingenciamento de verba do governo federal, que afeta o repasse de verbas ao Sirius, impede a conclusão das 13 linhas de luz em 2020, como era previsto.

Além de estimar o valor para o término do projeto, o titular da pasta informou que, apesar do alto investimento, o governo federal espera um retorno rápido. "O Brasil até agora investiu cerca de 1,3 bilhão aqui, essa organização, o CNPEM, é uma das que tenho muito orgulho no ministério e pra completar isso aqui, aproximadamente R$ 400 milhões. Parece muito dinheiro, certo? Mas o retorno desse investimento é gigantesco", afirmou.

 

Luz síncrotron

 

O Sirius é um laboratório de luz síncrotron de 4ª geração, que atua como uma espécie de "raio X superpotente" que analisa diversos tipos de materiais em escalas de átomos e moléculas. Atualmente, há apenas um laboratório de 4ª geração operando no mundo: o MAX-IV, na Suécia.

No Brasil, essa tecnologia só está disponível em um equipamento de 2ª geração, em funcionamento há mais de 20 anos, dentro do CNPEM, em Campinas.

 

Prazo em risco

 

Apesar de garantir o início de operação no próximo ano, o diretor do projeto, Antônio José Roque da Silva, diretor-geral do CNPEM, afirmou no início do mês que o orçamento dotado pelo governo federal impede a conclusão no prazo inicial. Segundo ele, a entrega de todas as 13 linhas de pesquisa previstas no Sirius deverá ficar para 2021.

"Se das 13 [linhas de pesquisa] vamos entregar sete, oito ou nove em 2020, tudo vai depender de como as coisas andem. À medida que os recursos forem liberados, conseguimos programar as outras linhas", diz o diretor.

"Não tem milagre. Você atrasa o escopo total do projeto, mas o ponto importante é que foi possível fazer uma gestão para que o Sirius comece a dar retorno. Com a entrega da primeira linha de luz, ele começa a ser utilizado", defende Silva.

 
 
Sirius: maior estrutura científica do país, instalada em Campinas (SP). — Foto: CNPEM/Sirius/DivulgaçãoSirius: maior estrutura científica do país, instalada em Campinas (SP). — Foto: CNPEM/Sirius/Divulgação

Sirius: maior estrutura científica do país, instalada em Campinas (SP). — Foto: CNPEM/Sirius/Divulgação

 

Linhas de luz

 

Atualmente, três linhas de luz, ou estações de pesquisa, estão em fase de montagem no Sirius. Batizada de Manacá, a linha em estado mais avançado e prevista para operar em 2020 foi visitada pelo ministro Marcos Pontes e representantes do Brics nesta quinta.

De acordo com o CNPEM, essa linha será responsável por pesquisas e estudos que podem auxiliar no desenvolvimento de fármacos e na descoberta de enzimas com aplicações na produção de alimentos, biocombustíveis e cosméticos, entre outros.

 

Casos de sarampo no Brasil chegam a 4.476 em 2019, Ministério da Saúde

O Brasil registra 4.476 casos confirmados de sarampo até 18 de setembro de 2019, segundo o boletim epidemiológico publicado nesta semana pelo Ministério da Saúde. O país teve dois surtos da doença neste ano, um nos primeiros meses e outro, separado, que teve início em junho. A maioria dos casos pertence a esse segundo surto.

Desde 23 de junho, o país teve 3.906 casos confirmados de sarampo. Destes, 97,5% estão concentrados em 153 municípios do estado de São Paulo, principalmente na região metropolitana da capital. Portanto, somente 2,5% dos casos estão em outros 16 estados brasileiros.

Até o último boletim, foram notificadas quatro mortes por sarampo no Brasil, sendo três no estado de São Paulo e uma em Pernambuco. Dessas mortes, três foram em crianças menores de um ano. Somente uma foi em um indivíduo com mais de 42 anos de idade. Nenhum deles era vacinado contra o sarampo.

Campanha nacional

 

O Ministério da Saúde deve intensificar suas ações de vacinação no mês de outubro, juntamente com as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, durante a Campanha Nacional de Vacinação contra a o Sarampo. O objetivo é interromper a circulação do vírus no país.

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