Itens filtrados por data: Domingo, 06 Outubro 2019

Camaçari: Assaltantes agridem homem no Ponto Certo, uma segunda vitima conseguiu fugir

No início da noite deste domingo 06/10, assaltantes fizeram pelo menos duas vitimas no bairro do Ponto Certo, Camaçari.
Segundo relatos de uma das vítimas, bandidos deram voz de assalto, porém ela conseguiu se evadir.

Outro caso também ocorrido neste domingo ainda na localidade do ponto certo uma vítima que reside no bairro foi agredida com socos e pontapés mesmo apos entregar seus pertences aos meliantes.
O homem agredido cuja identidade não foi revelada, foi socorrido e levado ao HGC por populares que presenciaram a ação.
O Caso foi registrado na 18.ª Delegacia de Camaçari

Neste domingo (06), um homem foi vítima de assalto e ainda foi agredido pelos bandidos em Camaçari. Segundo a polícia, a vítima, que é morador do bairro Ponto Certo, levou socos e pontapés, mesmo após entregar os pertences aos criminosos.

O homem chegou a ser socorrido por populares para o Hospital Geral de Camaçari (HGC) para tratar dos ferimentos. O caso foi registrado na 18ª Delegacia Territorial de Camaçari.

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Doações de empresários engordam caixa de partidos

BRASÍLIA - Mesmo em tempos de rejeição e descrédito, partidos políticos ampliaram a receita com doações destinadas a patrocinar suas atividades. Somente no ano passado, grandes empresários e outros doadores deram R$ 106 milhões para as 35 siglas registradas no País, uma quantia 19% superior aos R$ 89 milhões recebidos em 2017. O dinheiro não foi destinado diretamente a campanhas eleitorais, mas, sim, ao caixa das legendas - que receberam, ainda, R$ 889 milhões do Fundo Partidário. Na lista dos "mecenas" estão famílias que controlam grandes grupos empresariais

Desde 2016, os partidos estão proibidos pelo Supremo Tribunal Federal de receber recursos de empresas para financiar campanhas e seu funcionamento. Empresários, porém, continuam doando, mas como pessoa física, conforme dados levantados pelo Estado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

A prática é permitida por lei e não resulta em deduções para o doador. Em princípio, não há limites para contribuições de pessoa física, mas os partidos só podem transferir para campanhas o equivalente a 10% dos rendimentos brutos de cada doador.

Este cenário, porém, já causa incômodo em siglas mais dependentes dos recursos públicos, que ameaçam com a votação de um projeto que limitaria as doações privadas a até dez salários mínimos por pessoa

A maior doação, no ano passado, foi feita pelo secretário de Fazenda de São Paulo, Henrique Meirelles. Com uma fortuna declarada de R$ 377 milhões, Meirelles doou R$ 900 mil para o MDB, seu partido, e R$ 600 mil para o PSD, ao qual era filiado antes. Meirelles disputou a eleição presidencial, bancou a própria campanha com R$ 57 milhões e terminou na sétima colocação (1,2 milhão de votos).

Da conta "pessoa física" do empresário Rubens Ometto, controlador da Cosan - uma das maiores empresas do Brasil, com negócios nas áreas de energia, logística e infraestrutura -, saiu R$ 1 milhão para partidos que vão da direita à centro-esquerda. O DEM recebeu R$ 500 mil. Ao PSB e PDT ele repassou, respectivamente, R$ 450 mil e R$ 50 mil. "As doações foram realizadas em caráter pessoal e seguiram as regras estabelecidas", disse Ometto.

 
O empresário Flávio Rocha
 O empresário Flávio Rocha
Foto: Nacho Doce / Reuters
 

Flávio Rocha, da Riachuelo, também doou R$ 1 milhão no ano passado. A verba foi dividida: R$ 570 mil ao Podemos e R$ 430 mil ao Republicanos. Um dos líderes do grupo de empresários Brasil 200, Rocha afirmou que a recompensa dos partidos aos doadores é promover uma "renovação política". No ano passado, ele chegou a lançar a pré-candidatura pelo PRB, atual Republicanos, mas desistiu de concorrer ao Planalto. "Devemos participar do processo eleitoral, fortalecer os partidos e a democracia", disse.

Fora do poder central e com uma redução significativa das suas bancadas no Congresso, o PT foi o partido que mais recebeu doações no ano passado. Foram R$ 21,5 milhões. Em relação a 2017, a legenda registrou queda de 5% na receita, obtida principalmente na ampla base de filiados, parlamentares e ocupantes de cargos na esfera pública, que, por regra interna, devem contribuir mensalmente com as finanças da sigla. O maior doador individual do PT foi o empresário José Ricardo Rezek, do grupo de agronegócio, mercado imobiliário e tecnologia que leva o sobrenome da família. Ele doou R$ 200 mil.

Redes

Criado há quatro anos, o Novo já é o segundo partido que mais recebe contribuições. Sob a bandeira do fim do financiamento público às legendas e aos candidatos, o Novo fez campanha nas redes sociais para angariar recursos e conseguiu o maior salto registrado em números nominais: de R$ 8,8 milhões em 2017 para R$ 17 milhões em 2018. Considerando os 150 maiores financiadores de partidos, que fizeram doações acima de R$ 40 mil, um em cada cinco deu dinheiro à sigla comandada por João Amoêdo, ex-executivo de bancos.

Rafael Sportelli, da Aethra, indústria produtora e exportadora de autopeças em Contagem (MG), repassou R$ 950 mil ao partido no ano passado, o maior valor registrado. O CEO da Localiza, Eugênio Pacelli Mattar, contribuiu pessoalmente com R$ 930 mil. Ele é irmão do secretário especial de Desestatização e Desinvestimento do governo de Jair Bolsonaro, Salim Mattar. Embora simpatizantes, os dois não são filiados ao Novo. Eugênio disse que as contribuições estão desvinculadas de suas atividades empresariais. "Representa o apoio cidadão a causas consideradas relevantes."

Entre os dez maiores financiadores de partidos, há nomes do mercado financeiro, ruralistas e empresários dos ramos de energia, saúde, educação e confecções, alguns com experiência em cargos públicos e disputa prévia de mandatos eletivos. A lista dos dez maiores arrecadadores inclui siglas de centro e de esquerda: PSDB, MDB, PDT, PSB, PCdoB, DEM, PP e Republicanos.

 

Herdeiros de bancos concentram 66% do dinheiro doado ao partido liderado pela ex-ministra Marina Silva. As principais doadoras da Rede são as irmãs Elisa e Beatriz Sawaya Botelho Bracher, com R$ 840 mil, e Neca Setubal, com R$ 322 mil - as três de famílias acionistas do Itaú -, além de Daniela Maria, Gisela Maria e Mariana Moreau, com R$ 849 mil, ligadas à holding Paraguaçu Participações.

Após Bolsonaro, PSL atrai doações

Com o ingresso do presidente Jair Bolsonaro no PSL, em 2018, o partido atraiu empresários de diferentes setores e multiplicou sua receita. Um ano antes, havia registrado apenas R$ 308 mil em doações. Após a filiação de Bolsonaro, entraram R$ 2,8 milhões. O ex-deputado e então candidato a senador Wilson Picler, dono do grupo educacional Uninter, em Curitiba (PR), doou R$ 800 mil.

O PSL também ganhou R$ 50 mil de ruralistas, como o produtor de soja Pedro Ribeiro Merola, da Fazenda Santa Fé, em Goiás, e do empresário pesqueiro Jorge Seif, pai do atual secretário da Pesca, Jorge Seif Júnior.

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Da linhaça ao chocolate, cinco alimentos que são benéficos para a saúde da mulher

Em homenagem ao Outubro Rosa, época de conscientização da prevenção do câncer de mama, no artigo de hoje, sugiro alguns alimentos que proporcionam benefícios para a saúde da mulher. Confira:

 
Chocolate

O doce pode ser incluído, até diariamente, na alimentação balanceada de uma mulher saudável – desde que seja a versão com 70%, ou mais, de cacau na composição. Os polifenóis presentes no cacau estão relacionados à diminuição do risco de doenças cardiovasculares e cânceres. 

Além de delicioso, o chocolate também ajuda a diminuir a ansiedade. Converse com seu nutricionista para saber qual a quantidade mais adequada para você.

Linhaça

Alimento que traz inúmeros benefícios para a saúde, e muitas vezes é subestimado. A linhaça é a melhor fonte de ômega-3, um potente anti-inflamatório. Ajuda a controlar os sintomas da TPM e diminuir os da menopausa, além de ser uma ótima opção para esportistas melhorarem a recuperação pós-treino. 

Fernando Gomes / Agência RBS
Linhaça é a melhor fonte de ômega-3, um potente anti-inflamatório Fernando Gomes / Agência RBS

Também tem efeitos no perfil lipídico, reduzindo o colesterol ruim. Para melhorar a absorção do ômega-3, você deve consumir a linhaça triturada na hora, ou optar pelo óleo. Ao consumir a semente inteira, o corpo absorve menos nutrientes, mas já ajuda o funcionamento do intestino.

Ferro

A maioria das mulheres passa, mensalmente, por aquele período do mês que nem todas gostam muito: a menstruação. Nessa fase do ciclo menstrual, as mulheres perdem um volume significativo de sangue, o que pode aumentar o risco de deficiência de ferro. Isso pode desencadear uma anemia, que é uma condição mais grave de saúde, com sintomas como cansaço crônico, dificuldade de concentração e mucosas esbranquiçadas _ enfermidade que impacta todo o funcionamento do organismo. 

Por isso, devemos garantir a ingestão adequada de ferro na alimentação. Sugiro como fontes seguras desse nutriente as leguminosas, que são os feijões, ervilha, lentilha, grão-de-bico e a soja. As carnes também são fonte de ferro, mas elas são ricas em gordura saturada e, em excesso, podem acarretar prejuízos para a saúde

Folhas verde-escuras

Para as mulheres que estão tentando engravidar, vale apostar no consumo de folhas verde-escuras. São fontes de folato (ácido fólico), substância que garante a formação adequada do tubo neural do feto. A folha verde-escura é também um nutriente essencial para a boa saúde da pele, unhas e cabelos. Além de fibras, que garantem o bom funcionamento do intestino, são fontes de vitaminas e minerais antioxidantes, com alto poder de proteção das células.

Cranberry

Frutinha também conhecida como mirtilo-vermelho ou oxicoco, o cranberry tem um sabor bastante ácido e comumente é utilizado para fazer chás e sucos. É um grande aliado na prevenção e tratamento das infecções urinárias, como a cistite, que acomete muito mais mulheres do que homens. A fruta tem um potencial antioxidante elevadíssimo, ajudando a retardar o envelhecimento da pele, a potencializar o rendimento esportivo, a prevenir alguns tipos de cânceres e também auxilia no tratamento de diabetes do tipo 2.

Lembre-se sempre que uma alimentação colorida, equilibrada, balanceada e variada é uma grande aliada para a boa saúde e que todas as escolhas alimentares que você faz hoje contribuirão para construir o seu futuro. Previna-se!

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Conjuntura: dívida pública dispara, apesar dos juros baixos

Pela primeira vez desde outubro de 2014, os gastos com o pagamento dos juros da dívida pública ficaram abaixo do equivalente a 5% do Produto Interno Bruto (PIB). No acumulado de 12 meses, até agosto, o governo desembolsou R$ 349,2 bilhões ou 4,96% do PIB para remunerar os títulos que emite para financiar o deficit das contas públicas. Em março de 2001, essa despesa chegou a 9,45% do PIB, no acumulado de 12 meses.  Mas apesar da taxa Selic estar no menor patamar histórico, 5,5% ao ano, a relação dívida-PIB não para de crescer e deve subir dos atuais 79,8% para 80% do PIB até o fim do ano, nos cálculos do secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida.

Com as contas no vermelho, o Tesouro Nacional está sendo obrigado a emitir títulos para a rolagem da dívida pública bruta, que bate recorde e chegou a R$ 5,6 trilhões em agosto, de acordo com o Banco Central. A dívida bruta abrange o total dos débitos federal, estaduais e municipais junto aos setores privado, público e externo. Os números mostram que o desequilíbrio fiscal ainda persiste, apesar dos esforços do Tesouro em cortar as despesas. 

Para o economista Carlos Eduardo de Freitas, ex-diretor do Banco Central, entre os principais motivos para a dívida bruta continuar avançando está o baixocrescimento econômico. “Quando olhamos a dívida em relação ao PIB, que é o relevante, o denominador da operação está crescendo pouco. É uma questão matemática”, disse. A

projeção do Banco Central, divulgada semanalmente pelo Boletim Focus, é que o crescimento econômico em 2019 fique em 0,87%. 

Segundo Freitas, o índice mais relevante para medir a dívida pública é o crescimento em relação ao PIB. “É como se fosse a dívida de uma pessoa física medida em relação à sua renda. O mais rico pode ter uma dívida maior do que o mais pobre, mas, em relação à renda, o valor devido pode ser insignificante. O PIB é uma medida de renda interna do país”, comparou. 

O economista explicou que a dívida bruta cresce em função de três fatores: da taxa de juros, do crescimento do PIB e do resultado primário (diferença entre receitas e despesas do governo, sem contar as despesas com juros). “Quanto mais positivo o resultado primário, menos a dívida cresce. Assim como quanto maior o crescimento do PIB, menos a dívida avança. Com juros mais baixos, deveria ser menor, mesmo o crescimento da dívida bruta. Mas, com pouco crescimento econômico, apesar da taxa de juros reais baixa, a dívida continua subindo. O ideal seria um resultado primário mais robusto”, disse. 

O deficit primário do setor público foi de R$ 13,4 bilhões em agosto. Apesar de estar abaixo dos R$ 16,9 bilhões do mesmo mês no ano passado, ainda pesa, considerando o ajuste fiscal necessário. Como o país possui resultado primário negativo desde 2014, é preciso rolar parte da dívida em títulos públicos, que estão para vencer e contrair novas dívidas. 

Para José Júlio Senna, ex-diretor da Dívida Pública e Mercado Aberto do Banco Central e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o fato de o Brasil ainda ter um deficit primário e precisar de reformas deixa o país longe da solução dos problemas fiscais. “O crescimento da dívida é mais um sinal importante de que não se pode desistir do ajuste das contas. É um esforço permanente”, destacou.  Na visão dele, o denominador (PIB) da equação também define a relação de crescimento ou não da dívida bruta.  

Ainda na análise de Senna, o Banco Central tem apontado alguns sinais de melhora, no entanto, ele acredita que a economia não vai deslanchar tão cedo. “Não devemos esperar uma redução fantástica a curto prazo. Para que haja uma solução para a dívida bruta, é importante não esmorecer no esforço de fazer as reformas necessárias, que vão permitir o ajuste das contas e a retomada do crescimento, que é essencial”, comentou. 

Momento favorável

Na avaliação do professor Senna, o momento atual é favorável para que o BC contribua para os ajustes por meio da política monetária. “Nunca houve um momento tão propício para isso. Ao longo das últimas décadas, o BC operou remando contra a maré, fazendo um esforço gigantesco. Queria trazer a inflação para baixo, mas usava uma política apertada e o gasto público continuava crescendo. Com isso, tinha dificuldade de produzir resultados”, disse. 

Para Senna, a estratégia iniciada em 2016 foi importante  por ancorar a expectativa da  inflação para depois mexer na taxa de juros. “Isso mostrou muita firmeza e não cedeu à tentação, que era enorme, de reduzir o juros para estimular a atividade econômica”, afirmou.  

De acordo com ele, baixar os juros antes de estabilizar a expectativa da inflação seria uma solução de curto prazo, não uma vitória permanente. “As expectativas ficaram bem ancoradas, dando tranquilidade para o mercado e para a redução de juros”. 

Para Senna, entre outras medidas—como o teto de gastos e o menor desembolso do BNDES—, o acúmulo de reservas internacionais coloca o país em uma posição confortável externamente. “Em várias frentes, foram tomadas medidas que ajudam muito o lado fiscal e o monetário. O novo ambiente externo, com juros baixos e inflação no chão, estimula investimento em papéis brasileiros. O prêmio de risco dos nossos papéis lá fora diminuiu. As expectativas são mais favoráveis”, avaliou. 

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Cuidador de casas abandonadas vira profissão em alta em meio à crise na Venezuela

"Dá pra ver que ela foi bonita em algum momento no passado... num passado bem distante", brinca Isabel* enquanto limpa a camada grossa do pó que recobre os móveis da cozinha de uma propriedade cujos donos deixaram a Venezuela há cinco anos.

Ela costuma ir à casa de 15 em 15 dias e, a cada visita, a encontra "de mal a pior". "Dá vontade de sair correndo. Cada vez que venho a limpeza fica mais difícil, mas preciso de dinheiro e, fazendo esse tipo de coisa, consigo ganhar um pouquinho mais", explica. A professora é um dos muitos venezuelanos que nos últimos anos tem recorrido a um negócio em ascensão: cuidar das casas de quem abandonou o país.

Isabel ganha entre US$5 e US$7 por mês, trabalhando 10 dias. O salário mínimo vigente atualmente na Venezuela equivale a US$ 2 por mês.

 

"Ganho mais que muita gente que passou anos e anos em uma universidade. Ainda assim, o dinheiro não dá pra nada. Está tudo muito caro", lamenta ela, que pediu para não ser identificada.

 

 
Cuidar das casas de quem abandonou o país virou profissão em alta na Venezuela — Foto: Getty Images
Cuidar das casas de quem abandonou o país virou profissão em alta na Venezuela — Foto: Getty Images
 

 

Alguém para acender a luz

 

A maioria dos que abandonam o país deixa as chaves com algum familiar ou um vizinho – alternativas economicamente mais viáveis para muita gente, sem a necessidade de recorrer a cuidadores.

Natural de Caracas, Luisa* vive em um bairro na região sudeste da cidade, em um edifício que está "praticamente desocupado". "O apartamento aqui ao lado, de 60 m², esteve vazio por quatro anos. Uma vizinha vinha toda noite acender as luzes e voltava pela manhã para apagá-las."

Ela explica que muita gente adota essa estratégia para tentar evitar que a casa seja invadida ou expropriada. "Minha mãe tinha vários apartamentos em Caracas. Um deles foi expropriado pelo governo e outro, invadido", diz.

 
as propriedades estão hoje desocupadas no país. A oposição e muitos proprietários de imóveis veem o anúncio como uma ameaça de possível expropriação das casas daqueles que decidiram sair do país.
 

Luisa, que é advogada, explica que o código penal venezuelano considera delito a invasão a um domicílio, mas ressalta que essa é uma lei "que simplesmente não se cumpre". "A lei também prevê o dobro da pena para quem promove a invasão, que, neste caso, é o próprio governo venezuelano", opina.

"Dá pra ver que ela foi bonita em algum momento no passado... num passado bem distante", brinca Isabel* enquanto limpa a camada grossa do pó que recobre os móveis da cozinha de uma propriedade cujos donos deixaram a Venezuela há cinco anos.

Ela costuma ir à casa de 15 em 15 dias e, a cada visita, a encontra "de mal a pior". "Dá vontade de sair correndo. Cada vez que venho a limpeza fica mais difícil, mas preciso de dinheiro e, fazendo esse tipo de coisa, consigo ganhar um pouquinho mais", explica. A professora é um dos muitos venezuelanos que nos últimos anos tem recorrido a um negócio em ascensão: cuidar das casas de quem abandonou o país.

Isabel ganha entre US$5 e US$7 por mês, trabalhando 10 dias. O salário mínimo vigente atualmente na Venezuela equivale a US$ 2 por mês.

 

"Ganho mais que muita gente que passou anos e anos em uma universidade. Ainda assim, o dinheiro não dá pra nada. Está tudo muito caro", lamenta ela, que pediu para não ser identificada.

 

 
Cuidar das casas de quem abandonou o país virou profissão em alta na Venezuela — Foto: Getty ImagesCuidar das casas de quem abandonou o país virou profissão em alta na Venezuela — Foto: Getty Images

Cuidar das casas de quem abandonou o país virou profissão em alta na Venezuela — Foto: Getty Images

 

 

Alguém para acender a luz

 

A maioria dos que abandonam o país deixa as chaves com algum familiar ou um vizinho – alternativas economicamente mais viáveis para muita gente, sem a necessidade de recorrer a cuidadores.

Natural de Caracas, Luisa* vive em um bairro na região sudeste da cidade, em um edifício que está "praticamente desocupado". "O apartamento aqui ao lado, de 60 m², esteve vazio por quatro anos. Uma vizinha vinha toda noite acender as luzes e voltava pela manhã para apagá-las."

Ela explica que muita gente adota essa estratégia para tentar evitar que a casa seja invadida ou expropriada. "Minha mãe tinha vários apartamentos em Caracas. Um deles foi expropriado pelo governo e outro, invadido", diz.

 
 Maduro prepara um censo de imóveis para aferir quais estão desocupados — Foto: Getty Images
Maduro prepara um censo de imóveis para aferir quais estão desocupados — Foto: Getty Images
 

O governo de Nicolás Maduro anunciou recentemente a realização de um censo para verificar quantas propriedades estão hoje desocupadas no país. A oposição e muitos proprietários de imóveis veem o anúncio como uma ameaça de possível expropriação das casas daqueles que decidiram sair do país.

Luisa, que é advogada, explica que o código penal venezuelano considera delito a invasão a um domicílio, mas ressalta que essa é uma lei "que simplesmente não se cumpre". "A lei também prevê o dobro da pena para quem promove a invasão, que, neste caso, é o próprio governo venezuelano", opina.

A crise econômica pela qual a Venezuela passa já forçou 4 milhões de pessoas a abandonarem o país, de acordo com os números do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur).

 
A crise já obrigou 4 milhões de venezuelanos a deixar o país — Foto: Getty Images
A crise já obrigou 4 milhões de venezuelanos a deixar o país — Foto: Getty Images

Muitos proprietários preferiram deixar as chaves de suas casas com pessoas de confiança a tentar vender ou alugar o imóvel. "Não quis vender porque os preços caíram muito. O valor da minha casa, por exemplo, caiu perto de 40%", afirma Fabiana*, venezuelana que hoje vive no Peru.

Colocar para alugar também não é uma opção. "Você precisa de um sujeito de confiança como inquilino, sob o risco de que alguém acabe ocupando ou invadindo o imóvel."

Aprovada na administração de Hugo Chávez, a Lei Contra o Despejo e a Desocupação Arbitrária de Domicílios, de 2011, determina que não pode haver despejo forçado sem que antes se garanta uma moradia para a parte afetada, já que este seria um direito social de qualquer cidadão.

Também por isso, pouca gente se arrisca a alugar seus imóveis para terceiros.

 

Entre US$ 50 e US$ 100 mensais

 "As pessoas querem alugar porque, quando a casa fica muito tempo vazia, ela acaba se deteriorando. Mas, como as leis venezuelanas não protegem o proprietário, muitos preferem correr o risco de ter casa destruída", afirma Emiliana Romero, fundadora da Casa Viva, empresa que se dedica a cuidar das casas de venezuelanos que deixaram o país por causa da crise.

 

Emiliana teve a ideia de criar o negócio quando voltou à Venezuela depois de vários anos vivendo no exterior. "Quando cheguei, meu apartamento estava em ruínas. E então me ocorreu que, assim como o meu, deveriam existir milhares de imóveis em situação parecida."

A demanda, ela diz, é alta – mas conseguir novos clientes é difícil. "Funciona no boca a boca, porque aqui ninguém vai dar as chaves de casa a quem não confia. Existe muita desconfiança hoje na Venezuela", explica.

A empresa cobra entre US$ 50 e US$ 100 por mês para cuidar de um imóvel. Um percentual desse dinheiro vai para a pessoa encarregada da limpeza duas vezes por mês. "Vou pela manhã abrir a casa e ver o que está faltando. Digo então à senhora que me ajuda com a limpeza quais os espaços que devemos priorizar e se há infiltração ou algum outro problema. Volto à tarde para fechar o imóvel e verificar se está tudo em ordem", ela conta.

Ela mesmo reconhece, entretanto, que US$ 50 é, para muitos venezuelanos, "muito dinheiro". "O venezuelano empobreceu muito, independentemente da classe social."

 
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Campanha de vacinação contra sarampo começa nesta segunda-feira e tem atendimento em todos os postos de saúde de Salvador

Todos os 129 postos de saúde de Salvador terão vacina contra sarampo durante a campanha nacional de vacinação, iniciada nesta segunda-feira (7), segundo informações divulgadas pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

A ação segue até o dia 25 de outubro e o atendimento nas unidades ocorre de 8h às 17h, de segunda a sexta-feira (exceto feriados).

Segundo a SMS, o público-alvo da campanha é formado por crianças de 6 meses a menores de 5 anos (4 anos, 11 meses e 29 dias), devido a vulnerabilidade desse grupo contrair o agravo e evoluir para complicações graves e até mesmo levar ao óbito.

A SMS ressalta para o alerta de risco de casos associados ao surto de sarampo registrado no município de Santo Amaro da Purificação, no recôncavo da Bahia, onde sete pacientes já tiveram a doença confirmada. Outro caso foi registrado em Jacobina, no norte do estado.

“Todas as nossas unidades estão abastecidas com o imunobiológico. Apesar de termos apenas um caso importado confirmado na cidade, é importante que a população se sensibilize quanto a importância da prevenção e ajude o poder público evitar a circulação do vírus na capital baiana, e uma das melhores formas é a imunização”, pontua a subcoordenadora do Controle de Doenças Imunopreveníveis, Doiane Lemos”.

Sarampo

 

 

  • O que é:

 

O sarampo é uma doença infecciosa, extremamente contagiosa, transmitida pela tosse e espirro, e pode ser contraída por pessoas de qualquer idade.

 

  • Como é transmitido:

 

De pessoa a pessoa, através das secreções nasais ao tossir, expirar ou falar. O contágio também se dá por dispersão de gotículas com partículas virais (aerossóis) no ar, em ambientes fechados como, por exemplo, escolas, creches e clínicas. O vírus pode permanecer em ambiente fechado por até duas horas depois de a pessoa infectada ter saído do local.

 

  • Sintomas:

 

Os sintomas da doença aparecem apenas de 10 a 14 dias após a exposição ao vírus. Incluem tosse, coriza, olhos inflamados, dor de garganta, febre e irritação na pele com manchas vermelhas. Além disso, em casos mais graves, pode causar também infecção nos ouvidos, pneumonia, diarreia, convulsões e lesões no sistema nervoso.

 

  • Diagnóstico e tratamento:

 

O diagnóstico é clínico e pode ser confirmado com exames de laboratório específicos como IgM para Sarampo ou PCR (reação da cadeia de polimerase) para identificar o vírus. Não há tratamento para uma infecção de sarampo que já está estabelecida e é necessário auxílio médico para aliviar os sintomas e acompanhar a evolução do paciente. Normalmente, os sintomas desaparecem em dias ou semanas.

 

  • Situação:

 

A doença é uma das principais responsáveis pela mortalidade infantil em países do Terceiro Mundo. No Brasil, graças às sucessivas campanhas de vacinação e programas de vigilância epidemiológica, a mortalidade não chega a 0,5%. Porém, em 2017, a vacinação de crianças menores de um ano teve seu menor índice de cobertura em 16 anos no país. A baixa taxa de imunização é um dos motivos de o vírus ter voltado a circular no Brasil.

 

  • Prevenção:

 

Vacinar é o meio mais eficaz de prevenir o sarampo. Duas doses da vacina são recomendadas para garantir a imunidade e evitar surtos, pois aproximadamente 15% das crianças vacinadas falham no desenvolvimento de imunidade da primeira dose. A vacina Tetra Viral é indicada para prevenção do sarampo e está disponível nos postos de saúde para crianças a partir de 6 meses de idade. Outra opção é a vacina tríplice viral.

Fonte:

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