Vitória anuncia contratação de Osmar Loss

O Vitória já tem um novo treinador. Osmar Loss foi anunciado na manhã desta terça-feira pelo presidente do clube, Paulo Carneiro, através de sua conta no Twitter. O novo treinador do Vitória inicia os trabalhos na tarde desta terça-feira. De acordo com o presidente do clube, ele chega apenas com um auxiliar técnico. Na segunda, o Rubro-Negro já havia acertado o retorno do preparador físico Ednilson Sena.

O Vitória será o quinto clube da carreira de Osmar Loss como treinador profissional. Em 2009, ele foi contratado pelo Juventude, onde ficou por oito meses. Ele comandou a equipe gaúcha por 30 jogos: seis vitórias, 11 empates e 13 derrotas. Em 2015, assumiu o Bragantino após uma parceria da equipe com o Corinthians, onde ficou por três meses. Depois de carreira na base do Corinthians, ele assumiu o time principal em maio do ano passado e foi demitido da função em setembro depois de 25 partidas, com dez vitórias, dez derrotas e cinco empates. Em dezembro, foi contratado pelo Guarani e iniciou a temporada na equipe de Campinas, onde ficou apenas três meses: 12 jogos, sendo quatro vitórias, dois empates e seis derrotas.

Na segunda-feira, em entrevista do GloboEsporte.com, o presidente do Vitória disse que pretendia contratar um técnico com o perfil do clube para substituir Claudio Tencati. De acordo com ele, o novo treinador deveria ser vencedor e identificado com o projeto do Rubro-Negro.

Vitória contrata lateral e volante destaques do Bahia de Feira no Baianão

O Esporte Clube Vitória acertou com dois reforços para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série B. O anúncio foi feito pelo presidente Paulo Carneiro esta tarde através da sua conta no Twitter. Os novos contratados são o lateral-direito Van e o volante Gabriel Bispo, destaques do Bahia de Feira no Campeonato Baiano deste ano. Ambos foram especulados pela imprensa como alvos do Bahia, no entanto, a diretoria tricolor negou ter procurado os atletas e afirmou que estava observando alguns jogadores que se destacaram nos Estaduais, sem citar nomes.

Gabriel Bispo, de 22 anos, começou no Vila Nova de Goiás e passou pelo Comercial antes de chegar ao Bahia de Feira, esse ano. Vestiu a camisa do Tremendão 11 vezes e marcou dois gols, um deles na semifinal do Baianão.

Revelado no Colo Colo, o lateral Van, de 28 anos, passou por Flamengo de Guanambí e Atlético de Alagoinhas antes de chegar ao Bahia de Feira em 2018. Esse ano, ele disputou 13 partidas e marcou 1 gol. No total, são 23 jogos pelo Tremendão.

Bahia goleia Londrina e encaminha vaga nas oitavas da Copa do Brasil

O Bahia deu um grande passo para garantir sua classificação às oitavas de finais da Copa do Brasil. Na noite desta quinta (18), o Tricolor venceu o Londrina por 4 a 0.

Com o triunfo conquistado na Fonte Nova, o Esquadrão fica com uma grande vantagem para o jogo de volta, podendo até mesmo perder por três gols de diferença.

A partida de volta contra o Londrina vai acontecer na próxima quinta-feira (25), no estádio do Café, na cidade de Londrina.

O JOGO

No terceiro jogo sob o comando de Roger Machado, o Bahia entrou em campo com uma postura ofensiva, que visava agredir a defesa adversária desde os primeiros minutos em busca do triunfo.

A primeira chance de gol aconteceu aos 11 minutos, em uma finalização feita por Gilberto que não teve a direção da meta adversária.

Com domínio da posse de bola, o Esquadrão tinha Arthur Caíke e Nino Paraíba como válvulas de escape pelo lado direito, enquanto Artur acelerava jogadas pela ponta esquerda.

Placar aberto

Aos 24 minutos, Gilberto ganhou bola na intermediária e passou para Artur. O meia-atacante avançou em velocidade na direção da grande área e tocou para Arthur Caíke, que finalizou forte e abriu o placar.

Esquadrão amplia

Não demorou para o marcador ser ampliado. Aos 28 minutos, Nino Paraíba iniciou jogada ainda no campo de defesa, avançou pelo lado direito e tocou para Gilberto. O camisa 9 levou a bola para a linha de fundo e tocou para trás, encontrando Nino. O lateral chutou sem dar chances para o goleiro e marcou um golaço.

A partida contou com um domínio ainda maior do Bahia quando o atacante Paulinho Moccelin, do Londrina, foi expulso aos 39 minutos.

SEGUNDO TEMPO

Já na segunda etapa, o Esquadrão chegou próximo de ampliar a vantagem aos cinco minutos, em uma linda triangulação dentro da grande área. Artur deu passe para Ramires, que ajeitou para um chute colocado de Arthur Caíke. Quase um golaço!

Com o passar do tempo, o ritmo ofensivo do Bahia caiu, passando a ter dificuldades para criar jogadas. Para renovar as energias do ataque, Roger Machado mandou a campo Fernandão e Rogério, que entraram nos lugares de Gilberto e Arthur Caíke.

Terceiro tento

O terceiro gol tricolor foi construído pelos dois principais jogadores do Bahia na partida, aos 31 minutos. Nino Paraíba levantou bola na área para a cabeçada precisa do baixinho Artur, ampliando a vantagem.

Com três gols de vantagem na partida, o Tricolor passou a administrar a posse de bola, enquanto buscava atacar sem correr riscos.

Goleada com mais um gol no fim

Mas, nos acréscimos sempre há tempo para balançar as redes. Após cobrança de escanteio feita por Moisés, o centroavante Fernandão acertou uma linda cabeçada que definiu a goleada por 4 a 0.

A Bolívia na terra prometida: futebol une sonhos e ameniza dores de imigrantes no Brasil

oaquin Alejandro Valencia Villca dá azar. É o primeiro dia de treinos do goleiro no retorno ao Jorge Wilstermann, um dos clubes mais tradicionais da Bolívia, e o campo está embarrado. Choveu forte na noite anterior. A bola chutada por seus conterrâneos viaja carregada de lama. Da beira do gramado, a mãe de Joaquin, boliviana, observa o filho. Ela está acompanhada de uma amiga, também boliviana. Fala-se espanhol por ali. Nem parece o Jardim Têxtil, um bairro de São Paulo, a maior cidade do Brasil.

 
Em meio à lama, Joaquin também agarra um sonho: em um novo país, quer virar goleiro, como o ídolo que deixou na Bolívia — Foto: Marcos RibolliEm meio à lama, Joaquin também agarra um sonho: em um novo país, quer virar goleiro, como o ídolo que deixou na Bolívia — Foto: Marcos Ribolli

Em meio à lama, Joaquin também agarra um sonho: em um novo país, quer virar goleiro, como o ídolo que deixou na Bolívia — Foto: Marcos Ribolli

Aos 13 anos, Joaquin vai conhecendo a nova pátria, uma espécie de terra prometida para milhares de bolivianos que, como ele, se apegam a alguma esperança de uma vida melhor. Aquela é uma sexta-feira, e ele está no país há uma semana. Veio para ficar, ajudando a compor o segundo maior grupo de estrangeiros que migraram para o Brasil na década – atrás apenas dos haitianos.

Tamanha a comunidade boliviana por aqui, os três clubes de futebol mais vencedores do país abriram escolinhas de futebol em São Paulo. O Bolívar é outro com projeto consolidado, e o The Strongest iniciou as aulas este ano.

No campo do Jorge Wilstermann na capital paulista, Joaquin encontra um vínculo com o país que deixou para trás – onde também treinava na base do clube, em Cochabamba. Nas mãos, carrega as luvas que ganhou de presente do goleiro titular e ídolo do clube, o paraguaio Pipo Gimenez, que o apadrinhou quando Joaquin ainda estava na Bolívia.

 
Em São Paulo, Joaquin lava as luvas que ganhou na Bolívia do goleiro titular do Jorge Wilstermann, Pipo Giménez — Foto: Marcos RibolliEm São Paulo, Joaquin lava as luvas que ganhou na Bolívia do goleiro titular do Jorge Wilstermann, Pipo Giménez — Foto: Marcos Ribolli

Em São Paulo, Joaquin lava as luvas que ganhou na Bolívia do goleiro titular do Jorge Wilstermann, Pipo Giménez — Foto: Marcos Ribolli

A mãe de Joaquin, Agueda Villca, se convenceu a migrar para o Brasil depois de conversar com ex-jogadores bolivianos e não ver futuro para o filho nos campos do país. Ela lhes perguntou por que a Bolívia não conseguia se classificar para uma Copa do Mundo desde 1994. Escutou que falta estrutura ao futebol local – e que a tendência é de que isso não mude nos próximos anos. Formada em engenharia de sistemas, mas sem emprego na área e divorciada, ela não viu motivos para seguir na Bolívia. Ganhou abrigo na casa de uma amiga, que veio para o Brasil há sete anos e trabalha como costureira.

 
Agueda, mãe de Joaquin, assiste ao primeiro treino do filho no Brasil ao lado da amiga, também boliviana, que a abriga no novo país — Foto: Marcos RibolliAgueda, mãe de Joaquin, assiste ao primeiro treino do filho no Brasil ao lado da amiga, também boliviana, que a abriga no novo país — Foto: Marcos Ribolli

Agueda, mãe de Joaquin, assiste ao primeiro treino do filho no Brasil ao lado da amiga, também boliviana, que a abriga no novo país — Foto: Marcos Ribolli

É interessante como o menino, mesmo recém-chegado, personifica dois pontos centrais para a comunidade boliviana no Brasil: a busca por uma vida melhor e a forte relação com o futebol.

 

Os bolivianos vêm para cá trabalhar, e acabam trabalhando muito – são corriqueiras denúncias de que alguns vivem em situação análoga à escravidão.

 

O futebol, justamente no país do futebol, serve como desafogo e ajuda a mantê-los em comunidade.

 
Escolinha do Bolívar fica em área cercada de bairros que são redutos de imigrantes, muitos bolivianos entre eles — Foto: Marcos RibolliEscolinha do Bolívar fica em área cercada de bairros que são redutos de imigrantes, muitos bolivianos entre eles — Foto: Marcos Ribolli

Escolinha do Bolívar fica em área cercada de bairros que são redutos de imigrantes, muitos bolivianos entre eles — Foto: Marcos Ribolli

No Jorge Wilstermann, imigrantes como Joaquin se confundem com meninos brasileiros que compartilham com eles o sonho de jogar futebol (dos 140 alunos, 40 são estrangeiros). Mas o Brasil se torna mais boliviano a 10km dali, no centro de treinos do Bolívar, onde a presença dos vizinhos é ainda mais impressionante.

 

 

A localização explica: o campo fica no Canindé, cercado por bairros como Brás, Pari e Bom Retiro, grandes redutos de imigrantes em São Paulo. No meio do caminho entre os dois, fica a quadra onde treina a turma do Strongest, composta 90% de bolivianos.

 
Alunos da escolinha do Strongest; projeto começou este ano — Foto: DivulgaçãoAlunos da escolinha do Strongest; projeto começou este ano — Foto: Divulgação

Alunos da escolinha do Strongest; projeto começou este ano — Foto: Divulgação

 

Nas praças, nas quadras, nos campos

 

A Banda Espectacular 100x100 Mi Bolivia é a grande atração no domingo de encerramento do carnaval na Praça Kantuta, onde crianças correm de um lado para o outro metralhando outras crianças com jatos d’água saídos de armas de brinquedo – uma tradição na Bolívia que elas repetem naquele pedaço de São Paulo, ponto de reunião de bolivianos especialmente aos domingos. A ideia da banda é se apresentar na quadra de futsal da praça, mas há um porém: tem gente jogando bem na hora, e eles não parecem dispostos a parar.

 
Crianças brincam no encerramento do carnaval na Feira Kantuta, reduto boliviano na capital paulista — Foto: Alexandre AlliattiCrianças brincam no encerramento do carnaval na Feira Kantuta, reduto boliviano na capital paulista — Foto: Alexandre Alliatti

Crianças brincam no encerramento do carnaval na Feira Kantuta, reduto boliviano na capital paulista — Foto: Alexandre Alliatti

Resta à banda compartilhar o espaço com a bola. Enquanto os músicos tocam, bolivianos correm vestidos com camisas de times europeus (PSG, Barcelona), e essas camisas têm estampados nomes estrangeiros (o francês Mbappé, o brasileiro Philippe Coutinho), em uma lembrança de uma globalização que não costuma prestigiar o futebol da Bolívia.

 
Chegada de banda não interrompe jogo em quadra da Praça Kantuta — Foto: Alexandre AlliattiChegada de banda não interrompe jogo em quadra da Praça Kantuta — Foto: Alexandre Alliatti

Chegada de banda não interrompe jogo em quadra da Praça Kantuta — Foto: Alexandre Alliatti

O país, primeiro adversário do Brasil na Copa América, em junho, é o 60º colocado no ranking da Fifa, ficou em penúltimo nas eliminatórias sul-americanas para o Mundial da Rússia (à frente apenas da Venezuela) e não tem jogadores nas principais ligas europeias. Mesmo assim, naquele dia na Praça Kantuta, enquanto a Banda Espectacular toca, uma camisa do Oriente Petrolero, clube de Santa Cruz de la Sierra, resiste na quadra.

 
Banda Espectacular 100x100 Mi Bolivia toca na quadra de futsal da Praça Kantuta — Foto: Alexandre AlliattiBanda Espectacular 100x100 Mi Bolivia toca na quadra de futsal da Praça Kantuta — Foto: Alexandre Alliatti

Banda Espectacular 100x100 Mi Bolivia toca na quadra de futsal da Praça Kantuta — Foto: Alexandre Alliatti

O mesmo acontecerá dias depois, em um torneio chamado Sangre Boliviano – uma das dezenas de competições organizadas e disputadas pela comunidade boliviana em São Paulo. Um time veste, orgulhoso, a camisa do Oriente Petrolero, e outro a do Jorge Wilstermann, e outros têm nomes que soam latinos – o Pasión Deportivo, o Siempre Carnales, o Unión Amigos, o 11 Estrellas, o Rompe Ballas.

Mas também há uma equipe chamada Real Madrid, e um jogo reúne um time vestido de River Plate e outro com camisa do PSG. Seja qual for o uniforme, uma certeza prevalece: aqueles que o vestem ou são nascidos na Bolívia, ou são descendentes de bolivianos. O vínculo com o país é uma exigência para poder ir a campo e estar no centro da festa, enquanto familiares tomam as arquibancadas para assistir aos jogos.

– O boliviano trabalha de segunda a sábado, tem o domingo livre e sai para as quadras para se divertir. É a maior diversão que os bolivianos têm no Brasil – comenta Bladimir Mamani, organizador de torneios.

 
Bolivianos vestem camisas de PSG e River Plate em um dos torneios organizados e disputados pela comunidade em São Paulo — Foto: Marcos RibolliBolivianos vestem camisas de PSG e River Plate em um dos torneios organizados e disputados pela comunidade em São Paulo — Foto: Marcos Ribolli

Bolivianos vestem camisas de PSG e River Plate em um dos torneios organizados e disputados pela comunidade em São Paulo — Foto: Marcos Ribolli

Perto da quadra onde ocorre o torneio, corre mais sangue boliviano. Basta sair do ginásio e andar por 400 metros para se chegar ao projeto onde meninas, dezenas delas, são maioria – e, quase todas, bolivianas. É curioso: o espaço fica em um bairro chamado Jardim Japão, com ruas batizadas com nomes japoneses, como que a lembrar um dos povos migrantes que mais marcaram a formação de São Paulo.

 
O nome do projeto também explica a história das meninas migrantes: muitas já nasceram em São Paulo, filhas de bolivianos — Foto: Marcos RibolliO nome do projeto também explica a história das meninas migrantes: muitas já nasceram em São Paulo, filhas de bolivianos — Foto: Marcos Ribolli

O nome do projeto também explica a história das meninas migrantes: muitas já nasceram em São Paulo, filhas de bolivianos — Foto: Marcos Ribolli

Mas hoje o que identifica o bairro é a mistura de origens, e as meninas treinam com camisetas (costuradas por bolivianos) que dizem tudo: “Nova geração boliviana em SP”. Algumas são crianças; outras, adolescentes. Elas enfrentam os meninos com desenvoltura. São tão boas quanto eles – talvez melhores.

 
Menina e menino disputam bola em escolinha para bolivianos em São Paulo — Foto: Marcos RibolliMenina e menino disputam bola em escolinha para bolivianos em São Paulo — Foto: Marcos Ribolli

Menina e menino disputam bola em escolinha para bolivianos em São Paulo — Foto: Marcos Ribolli

O coordenador do projeto se chama Andres Espinosa. Ele tentou a carreira de futebol na Bolívia, mas não se profissionalizou. Há 22 anos, veio ao Brasil em busca de trabalho – e conseguiu: justamente com futebol. Nos fins de semana, ensina futsal para meninas; durante a semana, é um dos treinadores da escolinha do Jorge Wilstermann.

 
Andres Espinosa, boliviano há 22 anos no Brasil, orienta treinamento no campo do Jorge Wilstermann em São Paulo — Foto: Marcos RibolliAndres Espinosa, boliviano há 22 anos no Brasil, orienta treinamento no campo do Jorge Wilstermann em São Paulo — Foto: Marcos Ribolli

Andres Espinosa, boliviano há 22 anos no Brasil, orienta treinamento no campo do Jorge Wilstermann em São Paulo — Foto: Marcos Ribolli

 

Idas e vindas

 

Na casa que abriga o consulado da Bolívia, em uma rua bucólica da Vila Mariana, em São Paulo, um banner reforça a campanha do governo por acesso ao mar. O pleito é antigo – vem de rusgas da independência do país, em 1825, e envolve negociações sem fim entre Bolívia e Chile para que o país presidido por Evo Morales ganhe uma faixa de contato com o oceano.

Mas em idos de março, quando a reportagem visita o consulado, é evidente que as preocupações por ali são mais simples. Bolivianos fazem fila em busca de documentos – mães amamentam bebês enquanto esperam a regularização de suas certidões de nascimento. Estes são os migrantes dispostos a ficar em situação regular no Brasil. Muitos outros não se preocupam com isso.

– Acreditamos que sejam 300, 350 mil bolivianos no Brasil. Esse universo não é bem confiável. Tem gente que fala que tem muito mais. É um pouco difícil contabilizar, ter uma estatística mais confiável. Antes de 2005, era possível ter uma quantidade exata, porque as pessoas vinham com passaporte. De 2005 para cá, com a cédula de identidade, não tem esse registro. Mas muita gente fala que tem muito mais de 350 mil – comenta Rolando Ignácio Bulacios, cônsul adjunto da Bolívia em São Paulo.

 
Bolivianos cortam cabelo na Praça Kantuta — Foto: Alexandre Alliatti

Bolivianos cortam cabelo na Praça Kantuta — Foto: Alexandre Alliatti

Dados enviados pela Polícia Federal à reportagem indicam a presença de pouco mais de 150 mil bolivianos no Brasil – a enorme maioria em São Paulo. A diferença entre os números oficiais e as estimativas se explica pela quantidade de migrantes que não se preocupam em formalizar sua situação. Mas os dados em posse do governo já bastam para fazer dos bolivianos a segunda maior comunidade estrangeira no Brasil, atrás apenas dos portugueses.

 

 

No ano passado, no período que cercou a vitória de Jair Bolsonaro na eleição presidencial brasileira, o consulado em São Paulo percebeu um aumento no contingente de bolivianos buscando regularização. Eles temiam que o país, no novo governo, mudasse as regras para estrangeiros.

– A gente viu pessoas que, com muito tempo de permanência, estavam tirando a documentação, porque houve um boato de que o Bolsonaro ia acabar com o Mercosul. Houve uma avalanche de pessoas aqui – lembra Bulacios.

A longa permanência não é regra. É comum que bolivianos venham ao Brasil para ficar poucos meses. Juntam algum dinheiro, voltam para a Bolívia, depois retornam para cá, e esse movimento pendular não os anima a tirar a documentação de permanência – mesmo que o trâmite seja simples: basta ter documento de identidade, certidão de nascimento e atestado de bons antecedentes criminais para dar entrada no pedido. A regularização pode ser feita tanto na Bolívia quanto no Brasil.

Muitos apostam na informalidade. De 2010 a 2017, a Polícia Federal registrou a entrada de 44.041 bolivianos como migrantes de longo termo – aqueles que chegam a um país para efetivamente se estabelecer nele. Foi a segunda nação com mais entrada no Brasil. No mesmo período, foram emitidas 16.142 carteiras de trabalho para bolivianos – novamente, o segundo país mais ativo, mas com números decrescentes, ano a ano, desde 2013.

É em São Paulo que o tamanho da comunidade fica mais visível. Dos 151 mil bolivianos registrados pela Polícia Federal, 107 mil (70% do total) estão em São Paulo. E eles jogam futebol. Muito futebol.

Da mesa do cônsul adjunto, sai um papel que lista 15 campeonatos diferentes organizados por (e para) bolivianos na capital. Eles se espalham por todas as zonas da cidade, em bairros como Casa Verde, Jardim Brasil, Pari, Bom Retiro, Penha, Jardim Fontális, Guaianases, Belém. E vão além, alcançando cidades como Guarulhos e Carapicuíba. Nestes torneios, se consolidam como uma parte da paisagem paulista(na) – mesmo que muitos sonhem fazer o caminho de volta.

 
Garotos recebem orientações em treino da escolinha do Bolívar em São Paulo — Foto: Marcos Ribolli

Garotos recebem orientações em treino da escolinha do Bolívar em São Paulo — Foto: Marcos Ribolli

Nas escolinhas dos clubes bolivianos, existe um fenômeno curioso: meninos que planejam se tornar jogadores... na Bolívia. Jorge Wilstermann e Bolívar têm intercâmbios para que atletas das escolinhas brasileiras passem por períodos de testes em Cochabamba ou La Paz.

 Alunos chegam para treino no projeto do Jorge Wilstermann no Jardim Têxtil — Foto: Marcos Ribolli

Alunos chegam para treino no projeto do Jorge Wilstermann no Jardim Têxtil — Foto: Marcos Ribolli

Quando a reportagem visitou o Bolívar, nove jogadores se programavam para um período de três semanas de treinos na Bolívia. Eles tinham como espelho o caso de Joel Ajno, um defensor boliviano que veio ao Brasil quando tinha cinco anos, jogou na escolinha do Bolívar em São Paulo, foi aprovado em um teste e hoje faz parte das categorias de base do clube na Bolívia.

 
Joel Ajno é boliviano, veio ao Brasil com cinco anos e agora está de volta à Bolívia: joga nas categorias de base do Bolívar em La Paz — Foto: Divulgação

Joel Ajno é boliviano, veio ao Brasil com cinco anos e agora está de volta à Bolívia: joga nas categorias de base do Bolívar em La Paz — Foto: Divulgação

Jovens como o goleiro Nik Jorel Camacho, boliviano, e o meia-atacante Anderson Mugica Mamani, brasileiro filho de bolivianos, ambos de 18 anos, esperam seguir os passos de Joel – e fazer o caminho de volta de seus pais. Eles são amigos e estão entre os nove jogadores que farão testes na Bolívia. E têm histórias parecidas.

 
Anderson, nascido no Brasil, e Nik, nascido na Bolívia, treinam em São Paulo antes de período de testes na Bolívia — Foto: Marcos Ribolli

Anderson, nascido no Brasil, e Nik, nascido na Bolívia, treinam em São Paulo antes de período de testes na Bolívia — Foto: Marcos Ribolli

O destino dos dois foi traçado quando suas mães decidiram deixar a Bolívia para trabalhar no Brasil. Marcelina Condoyi, mãe de Nik, viajou sozinha para São Paulo e, depois de um ano e meio, buscou os filhos em Cachabamba (o pai nunca veio ao Brasil). Ela trabalhou numa padaria na capital paulista e depois passou a costurar – a atividade mais comum aos bolivianos no Brasil. Nik, o mais velho de três irmãos, chegou ao novo país em 2012 e, já no segundo dia, foi assaltado. Os ladrões lhe tomaram um MP3 player. Ele quis voltar para a Bolívia, mas a mãe não deixou. Agora, a esperança do retorno está no futebol.

– Estou ansioso pelo teste lá. É minha chance, porque minha meta é ser jogador de futebol – diz o goleiro.

 Mãe de Nik veio sozinha para o Brasil, em busca de trabalho, e depois trouxe os filhos da Bolívia — Foto: Marcos Ribolli

Mãe de Nik veio sozinha para o Brasil, em busca de trabalho, e depois trouxe os filhos da Bolívia — Foto: Marcos Ribolli

Anderson já nasceu em São Paulo. A mãe migrou para o Brasil aos 16 anos, animada com os relatos de um primo sobre os salários muito maiores do que na Bolívia. Chegando aqui, trabalhou em casas de família e mandava todo o dinheiro para a família na Bolívia. E chorava de saudade. Queria voltar.

Mas insistiu, e quatro anos depois deu Anderson à luz. Ainda criança, ele passou um tempo na Bolívia, mas logo retornou. Hoje, vive em Guarulhos com a mãe, o padrasto e três irmãos – a família trabalha em uma banca de roupas. O pai vive em La Paz. Anderson já tinha planejado um período de testes no Bolívar, mas não conseguiu viajar. Faltou justamente a assinatura do pai. Agora, maior de idade, ele vai em busca do sonho no país de onde a mãe migrou.

– Se for possível, quero ficar lá. É uma chance para começar. Quero virar profissional e ganhar dinheiro para minha família não precisar mais trabalhar – afirma Anderson.

 
Anderson pode fazer o caminho contrário da mãe: deixar o Brasil para se estabelecer na Bolívia — Foto: Marcos Ribolli

Anderson pode fazer o caminho contrário da mãe: deixar o Brasil para se estabelecer na Bolívia — Foto: Marcos Ribolli

Na escolinha do Jorge Wilstermann, os objetivos são parecidos. Este ano, nove meninos foram enviados à Bolívia para fazer testes, e seis foram aprovados. Três ficaram por lá e foram emprestados a um clube da Segunda Divisão chamado Arauco Prado. Outros três, todos brasileiros, iriam em abril e ficariam no time sub-19 do Jorge Wilstermann até o final do ano.

– Eu ia até parar de jogar. Mas passei no teste e achei que era uma boa oportunidade. O objetivo é me profissionalizar lá. É uma vitrine – diz o zagueiro Kaio Vinicius, de 18 anos, um dos selecionados.

 
Brasileiros do Jorge Wilstermann passarão por período de testes na Bolívia — Foto: Marcos Ribolli

Brasileiros do Jorge Wilstermann passarão por período de testes na Bolívia — Foto: Marcos Ribolli

Kaio Vinicius é um brasileiro indo para a Bolívia tentar jogar futebol. E treina na mesma escolinha de Joaquin Villca, o menino que abre esta reportagem, um boliviano que veio ao Brasil com o mesmo objetivo.

– No começo, sei que a vida aqui será dura. Depois, quero ser reconhecido. Tenho um sonho. Não quero ser como os outros. Quero me sobressair – afirma Joaquin.

Após decepções e 14 contratações, Vitória passa por remontagem em meio a impasse sobre futuro

Com eleições marcadas para o dia 24 deste mês, clube divulga lista com nove jogadores que não vão ser mais aproveitados; outros já deixaram o Rubro-Negro e mais alguns devem chegar

 

Com menos de quatro meses de temporada e acúmulo de decepções, o Vitória atravessa um momento de reformulação no elenco. Com lista de saídas divulgada nesta sexta, fica claro que o objetivo da diretoria do clube é corrigir o rumo da equipe antes que seja tarde demais. Eliminado no Campeonato Baiano, Copa do Nordeste e Copa do Brasil, o Rubro-Negro só tem a Série B do Campeonato Brasileiro pela frente, o principal objetivo do ano. Tudo isso às vésperas das eleições para o Conselho Diretor.

Do atual elenco, algumas saídas já estão definidas, caso do meia Yago, que prorrogou contrato com o clube e foi emprestado ao Goiás, e do lateral Arroyo, que pediu para ir embora. O atacante Maurício Cordeiro e o lateral-direito Jeferson vão treinar separados dos demais até encontrarem um novo clube. Alguns atletas que tinham vínculos perto do fim não fazem mais parte dos planos, casos dos atacantes Erick e Cleber e dos laterais Juninho e Marcelo Benítez.

Por outro lado, a diretoria do Vitória não informou o que foi definido sobre a situação do centroavante Neto Baiano. Ele tem contrato com o clube até maio e treinou normalmente nesta sexta. A decisão deve ficar a cargo da nova direção do Rubro-Negro.

 

Jogadores contratados pelo Vitória em 2019

 

Zagueiros: Edcarlos, Gabriel, Thales e Victor Ramos;
Laterais: Matheus Rocha, Capa e Fabrício;
Volantes: Leandro Vilela, Wesley e Dudu Vieira;
Meias: Ruy, Andrigo;
Atacantes: Neto Baiano e Felipe Garcia.

Até mesmo quem chegou ao Vitória esse ano vai deixar o clube antes do previsto. Depois de contratar 14 jogadores, o clube vai se desfazer de alguns dos reforços. Os zagueiros Gabriel e Thales e o volante Wesley vão treinar em horário oposto ao grupo principal, uma situação que já havia sido comentada pelo técnico Cláudio Tencati.

- Sabíamos que tinham jogadores que não podem continuar no Vitória e não têm condições de continuar no Vitória. Vamos tratar isso mais diretamente agora. Mesmo aqueles jogadores que têm contrato e não vamos contar. Como vai fazer? Vai treinar à parte. Vou dar foco àqueles jogadores que a gente tem intenção de permanecer – disse o técnico Claudio Tencati em entrevista coletiva nesta semana.

 
Claudio Tencati admitiu que alguns não tinham condição de continuar no Vitória; treinador também não tem permanência garantida — Foto: Maurícia da Matta/Divulgação/EC Vitória
Claudio Tencati admitiu que alguns não tinham condição de continuar no Vitória; treinador também não tem permanência garantida — Foto: Maurícia da Matta/Divulgação/EC Vitória

Mas tudo isso pode mudar completamente. Inclusive a situação de Claudio Tencati. Com eleições para o Conselho Diretor marcadas, o Vitória pode passar por mudanças ainda mais profundas e nem o treinador atual está garantido no cargo, tampouco o gerente de futebol, Alarcon Pacheco. O primeiro turno do pleito está marcado para o dia 24 deste mês, e o clube tem cinco candidatos (veja aquiquem são).

Mesmo com todas essas saídas confirmadas, a nova diretoria vai ter um elenco vasto à disposição. Em 2019, 40 jogadores foram aproveitados ao longo de jogos disputados pelo clube. Vale lembrar que, nas duas primeiras partidas da temporada, o Rubro-Negro atuou com um time sub-23.

A nova diretoria também vai ter opções de contratação. No acordo para o empréstimo de Luan Silva ao Palmeiras, por exemplo, ficou definido que o Rubro-Negro vai ter três jogadores do clube paulista. Ainda não foi definido quem vão ser esses atletas.

 Thales e o ex-diretor de futebol do Vitória, Jorge Macedo. Zagueiro chegou ao clube nesta temporada e não faz mais parte dos planos  — Foto: Maurícia da Mata / Divulgação / EC Vitória
Thales e o ex-diretor de futebol do Vitória, Jorge Macedo. Zagueiro chegou ao clube nesta temporada e não faz mais parte dos planos — Foto: Maurícia da Mata / Divulgação / EC Vitória

 

Jogadores que entraram em campo em 2019

 

Goleiros: João Gabriel, Ronaldo, Caíque;
Zagueiros: Edcarlos, Ramon, Bruno Bispo, Gabriel Silva, Thales e Victor Ramos;
Laterais: Cedric, Matheus Rocha, Mateus, Suassuna, Capa, Arroyo*, Wellisson, Juninho, Jeferson e Fabrício;
Volantes: Rodrigo Andrade, Léo Gomes, Ronald, Hebert, Paulo Vítor, Leandro Vilela, Wesley, Farinha e Dudu Vieira;
Meias: Andrigo, Yago*, Nickson, Ruy, Jhemerson*, Lucas Silva*, 
Atacantes: Eron, Cléber, Erick, Neto Baiano e Felipe Garcia, Luan Ferreira*;

*Já não estão mais ao clube.

Fortaleza atropela Vitória em uma partida de um só time

Com gols de Edinho, Dodô e dois de Júnior Santos, o Leão cearense goleia o vitoria em casa

"Com só um time em campo, a classificação do Fortaleza parecia garantida desde os primeiros minutos de jogo".
Jogando com uma formação  ofensiva, o Tricolor cearense não deu a menor chance para o Vitoria respirar.
Júnior Santos marcou duas vezes no primeiro tempo. Aos 38 do segundo tempo, Edinho arrancou com destreza  e marcou o terceiro. Dodô fechou o pacote de chocolate  com gol de falta, aos 45. Festa na arquibancada e Fortaleza garantido na próxima fase.

Fortaleza, Vitória, Copa do Nordeste
 
Histórico

Foram 20 confrontos na história entre Fortaleza e Vitória. O Leão do Pici venceu seis, empatou cinco e perdeu nove. A equipe marcou 21 gols e e levou 34. O último confronto ocorreu também pela Copa do Nordeste, em 2010, quando o time cearense ganhou também por 2 a 0.

 

Fonte: GloboEsporte e A Voz de Camaçari

 

 

Com Capa e Dudu, Vitória divulga lista de relacionados para jogo contra o Fortaleza

Ao final do treino deste sábado, o Vitória divulgou a lista de jogadores relacionados para a partida contra o Fortaleza, marcada para esta segunda-feira, pelas quartas de final da Copa do Nordeste. Ao todo, o técnico Cláudio Tencati vai contar com 20 atletas.

Entre as novidades na lista de relacionados estão Capa e Dudu Vieira, jogadores recém-contratados pelo clube que estão regularizados e à disposição de Tencati. O treinador também manteve os garotos Paulo Vítor e Matheus Tenório, convocados pela primeira vez no último jogo contra o Náutico.

A partida entre Fortaleza e Vitória está marcada para segunda-feira, no estádio Castelão, às 21h30 (horário local). Em caso de classificação, o Rubro-Negro espera o vencedor entre Santa Cruz e CRB.

Confira a lista de relacionados para o jogo contra o Fortaleza:

Goleiros: João Gabriel e Caíque; 
Laterais: Jeferson, Matheus Rocha, Capa e Fabrício;
Zagueiros: Ramon, Edcarlos e Victor Ramos;
Volantes: Leandro Vilela, Léo Gomes, Dudu Vieira e Paulo Vítor;
Meias: Yago, Nickson, Ruy e Matheus Tenório;
Atacantes: Andrigo, Léo Ceará e Neto Baiano.

Roger Machado fala sobre a situação do meia Guilherme no Bahia

Mesmo participando normalmente dos treinos, o meia Guilherme não vinha sendo relacionado pelo técnico Enderson Moreira por determinação da diretoria, depois daquele episódio que irritou o torcedor, ao ‘desistir’ de um lance na derrota para o Sergipe e gesticular para as arquibancadas. O jogador acabou sendo afastado e chegou-se a cogitar até uma rescisão de contrato, no entanto, ele segue no clube e com a situação indefinida. Questionado sobre o assunto, o treinador avisou que o caso do meia será avaliado com a diretoria tricolor.

“A avaliação mais precisa do elenco e das nossas necessidades, a gente já tem conversado com o Diego, para a gente delinear alguma coisa, a curto, médio e longo prazo. Importante planejar todos esses cenários, mesmo sabendo da necessidade de vencer todo jogo. Estou desde ontem envolvido na rotina do departamento de futebol, estarei delineando essas questões. Com relação as disputas e fases decisivas, que bom que um time grande está nas disputas. É uma fase adiantada da Copa do Brasil, estará decidindo a possibilidade de passar para uma nova fase. Depois, teremos jogos do Campeonato Brasileiro. Futebol vive de decisões, nada mais natural que estar em campo decidindo jogos. Isso que move a gente e leva o torcedor ao estádio”

 

Roger Machado assinou contrato com o Esquadrão até o final de 2020 e trouxe com ele o auxiliar Roberto Ribas, o preparador físico Paulo Paixão e o analista de desempenho Jussan. Além do Palmeiras, seu último clube, o qual comandou até julho de 2018, Roger acumula passagens ainda por Juventude, Novo Hamburgo, Grêmio e Atlético Mineiro.

O primeiro desafio de Roger Machado à frente do time do Bahia será na próxima terça-feira, pelo jogo de volta da terceira fase da Copa do Brasil, diante do CRB, às 19h15, na Arena Fonte Nova. No primeiro encontro, baianos e alagoanos ficaram no empate por 1 a 1 no estádio Rei Pelé, em Maceió. Como não existe mais o critério do gol qualificado para desembate, caso aconteça um novo empate por qualquer placar, a decisão será nos pênaltis.

Recuperados, Douglas Friedrich, Marco Antônio e Gregore treinam no Fazendão

O Bahia pode ganhar três reforços em breve. Após um período no departamento médico, o goleiro Douglas Friedrich, o volante Gregore e o meia Marco Antônio participaram de um treino na manhã desta quinta-feira, no Fazendão, enquanto os demais integrantes do elenco tricolor folgaram. Os três dependem de aprovações dos médicos e dos preparadores físicos do clube para voltarem a jogar.

Ausente dos últimos quatro jogos em virtude de dores no quadril, Douglas Friedrich retornou aos trabalhos técnicos. O goleiro sofreu uma pancada no primeiro jogo da semifinal do Campeonato Baiano, contra o Atlético de Alagoinhas, e foi substituído por Anderson desde então.

Assim como Douglas Friedrich, Marco Antônio treinou no campo na manhã desta quinta. Ele está recuperado de uma cirurgia no pé esquerdo, para corrigir uma fratura no segundo metatarso, e não atua desde o fim de janeiro.

Já o volante Gregore, que sofreu uma lesão parcial do ligamento colateral medial no início de março, realizou um treino especial com bola. A tendência é que ele precise de mais algumas semanas para ficar à disposição de Roger Machado.

O Bahia volta a jogar na próxima terça-feira, às 19h15 (de Brasília), na Arena Fonte Nova, em Salvador, quando volta a enfrentar o CRB pela Copa do Brasil. Na primeira partida, os dois times empataram em 1 a 1. Assim, o Tricolor baiano garante a vaga para a quarta fase do torneio em caso de triunfo por qualquer placar.

Neto Baiano vive maior jejum pelo Vitória: 440 minutos sem gols

Com histórico goleador, o centroavante Neto Baiano retornou ao Vitória em fevereiro deste ano com metas ousadas. Aos 36 anos, o maior artilheiro do Barradão, com 53 gols, afirmou que buscava se desafiar e chegar ao topo da artilharia geral do clube. A marca hoje pertence a Juvenal, que atuou no Rubro-Negro na década de 40 e fez 150 gols. Neto balançou as redes 85 vezes com a camisa rubro-negra, mas, desde que foi apresentado, não conseguiu chegar nem perto da meta. Em oito partidas disputadas em 2019, o atacante não balançou as redes.

Neto entrou em campo pela primeira vez na temporada no dia 16 de fevereiro, quando entrou no decorrer da partida contra o Ceará. O centroavante ganhou mais minutos em campo aos poucos, até conquistar a posição de titular. Ainda assim, não conseguiu marcar: chegou a 440 minutos sem balançar a rede pelo Vitória em 2019.

Nas primeiras partidas, não foram muitas as chances de marcar. Contudo, nos últimos jogos, chamaram a atenção as oportunidades claras desperdiçadas pelo atacante, situação que o próprio Neto lamentou.

 
 Em oito partidas disputadas, Neto ainda balançou as redes pelo Vitória — Foto: Maurícia da Matta / Divulgação / EC Vitória Em oito partidas disputadas, Neto ainda balançou as redes pelo Vitória — Foto: Maurícia da Matta / Divulgação / EC Vitória

Em oito partidas disputadas, Neto ainda balançou as redes pelo Vitória — Foto: Maurícia da Matta / Divulgação / EC Vitória

- Perdi bastante peso, estava com 16 de percentual [de gordura], hoje estou com 13. Estou me empenhando muito. Não posso fica dando desculpas, não eram gols para um cara como eu, experiente, perder. Assumo meus erros. Vou trabalhar mais para fazer nos próximos jogos. Era um jogo para tirar a zica. Não tirei, mas estou trabalhando muito para dar alegrias para a torcida – disse o atacante para a rádio Itapoan, de Salvador – disse Neto após a partida contra o Náutico.

Os oito jogos sem marcar em 2019 são o maior jejum de Neto Baiano pelo Vitória, contando todas as outras três passagens dele pelo clube. Com contrato curto, válido até o fim da Copa do Nordeste, o centroavante tem pouco tempo para mostrar serviço e continuar no Rubro-Negro.

O Vitória decide, na próxima segunda-feira, diante do Fortaleza, quem avança às semifinais do Nordestão. A possível classificação mantém sonho de título do Rubro-Negro e pode levar à permanência de Neto. Contudo, a derrota não só frustraria a expectativa pela conquista da competição, como pode significar a última partida do centroavante pelo Vitória.

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