Ex-motorista acusa deputado Alexandre Frota de usá-lo como laranja e praticar caixa 2 Destaque

Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

epois do famoso caso de Fabrício Queiroz, ex-motorista de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) apontado como laranja do senador, veio à tona neste sábado (8) que outro motorista teria atuado como laranja para outro parlamentar da legenda de Jair Bolsonaro. Em maio, Marcelo Ricardo Silva prestou um depoimento ao Ministério Público de São Paulo em que afirmou que era laranja do deputado federal Alexandre Frota (PSL-SP), vice líder do governo na Câmara. As informações são da Folha de S. Paulo.

 
Silva, ao MP, contou que assumiu a titularidade de duas empresas de Frota, com promessas de recompensas, e que repassava dinheiro que caia em sua conta ao deputado e sua esposa. Além disso, o ex-motorista teria ainda trabalhado na campanha do parlamentar e pago com recursos não declarados à Justiça Eleitoral.
 
As relações entre Frota e o motorista remontam a 2017. Daquele ano até a eleição do parlamentar, em 2018, Silva assumiu a titularidade de duas empresas do deputado com a promessa de ser compensado financeiramente por isso: a F.R. Publicidade e Atividades Artísticas e a DP Publicidade Propaganda e Eventos Ltda. A recompensa financeira, de acordo com o ex-motorista, no entanto, nunca teria acontecido.
 
Ao jornal Folha de S. Paulo, Silva revelou ainda que, constantemente, recebia dinheiro de terceiros que desconhecia a origem e que era obrigado a, periodicamente, repassar os valores à esposa de Frota. Os repasses teriam chegado, segundo o ex-motorista, a R$70 mil.

“Caía na minha conta e ele passava: ‘os ingressos já foram emitidos’. Eu já sabia que era para ir no banco sacar dinheiro e transferir para a esposa dele”, disse ao jornal.

Marcelo Ricardo Silva, além dos serviços de motorista, chegou a trabalhar no gabinete de Frota na Câmara dos Deputados até fevereiro deste ano, quando foi exonerado. O deputado federal alega que o demitiu em razão de “insubordinação e condutas inadequadas”.

À Folha de S. Paulo, Frota disse que todas as relações com seu ex-funcionário foram legais e que está sendo vítima de “práticas de ameaças e extorção”. Informou ainda que entrará com uma representação criminal contra o ex-motorista.

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